sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Birdy :: Skinny Love #12


Conheci a Birdy quando os Bons Rapazes ainda eram Bons Rapazes! Já lá vão uns tempos, e o programa da Antena 3 deixa saudades. Adiante... A miúda tem talento, sou fã de quase todas as covers que faz. Neste caso em particular, já prefiro ouvir a cover ao original do Bon Iver.

Deixo-vos com esta para entrarmos em fim de semana.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Carta de amor I (Sobre a dúvida e as escolhas...)

Babe,

a dúvida é aquele elemento que nos corrói... Destrói-nos por dentro. Impede-nos de fazer, de sentir, e coloca-nos entre quatro paredes bem sólidas às quais é quase impossível escapar.
Não penses que estas palavras que escrevo são por ti. São apenas para ti e não por ver nitidamente o quanto te recusas a crescer, ou a quereres saber quem és e o que queres para ti. Isso deixo para depois, para outra carta que não esta de agora.

Não.

Estas palavras que escrevo são apenas por mim.

Sou eu que quero escapar às dúvidas e ao não saber o que devo fazer. Por isso equaciono em palavras e no papel. Mastigo estes rabiscos e tento assimilar qualquer conclusão que aqui possa nascer. Quero libertar-me e tomar uma decisão. Mesmo sabendo que depois tenho que viver com as consequências dessa mesma decisão. Ainda assim, qualquer decisão, por pior que seja, é sempre melhor que a mais doce das dúvidas.

Uma coisa são as decisões, outra coisa são os sentimentos. Os sentimentos são o que temos de mais puro e contra eles nada há a fazer. Não deixam margem para dúvidas, ou se sente, ou não se sente. O pior são as decisões e as escolhas que se fazem face aos sentimentos.

Desculpa se te aborreço.

Queria apenas dizer-te que vou lutar por ti.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A casa dos budas ditosos


Como já estão a adivinhar, não consegui ler nenhum dos livros que me tinha proposto ler até ao final do ano passado! Contudo, não tendo deixado de ler, acabei por ir substituindo os livros que inicialmente tinha escolhido por outros que foram surgindo de uma ou outra maneira.

A Casa dos Budas Ditosos foi a minha última leitura e a primeira recomendação deste ano. Apesar de já ter sido lançado à bastante tempo, só fiquei a conhecer este título depois de me ter sido oferecido no Natal por uma boa amiga. Andando eu semi curiosa acerca das 50 Sombras de Grey, a minha boa amiga achou que eu devia ler primeiro este livrinho, antes desse mais recente. E possivelmente tinha razão! Se me apetecer ler as Sombras depois faço a apreciação comparativa.

A Casa dos Budas Ditosos foi escrito para a colecção Plenos Pecados com o objectivo de retratar a luxúria. O romance deixa-nos curiosos, em primeira instância, pelo título, e depois pelo facto de permanecer a dúvida sobre se o relato é real ou ficção. A personagem principal, seja ela real ou ficcionada, é uma baiana de 68 anos que nos conta as suas aventuras sexuais sempre de uma forma irónica e chocante, mas altamente provocadora e erótica, e com o objectivo, segundo ela, de "libertar" os seus leitores. Surpreendeu-me a forma crua de falar sobre o assunto e a ser um relato verídico, a abertura desta mulher num tempo e sociedade tão reprovadora e púdica.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

David Bowie :: Where are we now #11


Where are we now

É esta a pergunta feita pelo Sr. David Bowie que lhe permite romper um hiato de 10 anos sem nenhum disco novo para amostra e, ainda, comemorar o seu 66º aniversário. A canção pretende uma homenagem à cidade de Berlim e o videoclip conta com a produção do artista Tony Oursler.

Resta-nos esperar até 11 ou 13 de Março pelo novo disco The next day, com produção de Tony Visconti, para avaliar o regresso deste génio musical. Após alguma polémica nos últimos anos, com diversas e falsas notícias sobre uma aposentação ou possível doença de Bowie, eis que se prevê um regresso aos palcos.

So... Let's wait for "The next day"... 


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal (vindo da vila)



Por aqui o Natal ainda se sente assim, com um madeiro a arder, no restaurado adro da igreja. 
A tradição ainda é o que era?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Coffee & Cigarettes (Versão SS)

Para quem viu o "Coffee & Cigarettes" do Jim Jarmush, não é difícil compreender a minha relação com um e com outro.



Fui fumadora regular durante 8 anos, apesar de nunca ter tido pulmão para aguentar mais de um maço por dia. Sendo que este expoente, era sempre atingido em jantares bem regados e seguidos de uma noite de euforia.

Deixei de fumar em 2007 e nem me custou muito... Uma questão de economia, saúde, e inteligência. Convenhamos que a lei anti-tabaco, em muito ajudou! Não tenho paciência para ir para a rua ou estar num espaço confinado a fumar. Altera completamente a forma como me relaciono com o tabaco.
Nos tempos de ex-fumadora, que duraram quatro anos, o que mais sentia falta eram as conversas de café acompanhadas de um bom cigarro, tq Iggy Pop e Tom Waits. Sempre quis entrar nesse registo do cigarro social e, desde há dois anos que o faço. Fumo alguns cigarros em jantares, noites de folia ou quando a conversa a isso puxa.

Hoje, numa das minhas tentativas stressantes de efectuar as últimas compras de Natal, entrei no Maia Shopping e acabei por jantar por lá. Infelizmente, descobri que, bem situada na zona da restauração, há uma zona para fumadores. Nada que se pareça com um dos cubículos segregadores nos quais sou incapaz de entrar. Não fossem os extractores em cima e ninguém diria!
Acabei por comprar um Marlboro Gold, passo a publicidade, e fumar um cigarro com um café! Sozinha!

Conclusão: Estes locais deviam ser proibidos, de todo! E não estou contra os fumadores etc e tal. Muito pelo contrário, acho que flexibilidade, civismo e respeito por todas as partes são necessários, mas nos shoppings e afins, seria de evitar. Reservem espaços para fumadores em zonas de cafés, restaurantes, bares e discotecas.

SS agradece, e promete não voltar a cometer esta mesma palermice. A falta de ideias para comprar prendas importantes é que resultou nisto!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Quedas e tombos - Parte I

E começo por dizer que não aspirem a ler uma Parte II.



Ainda se lembram da última vez que sofreram / observaram uma queda aparatosa em público? Estão a ver a dor escondida pela vergonha? E as lágrimas dissimuladas pelo riso nervoso? Estou a dramatizar, mas a verdade é que não ando assim tão longe da verdade.

Hoje estatelei-me ao comprido no meu local de trabalho. Acreditem que foi uma queda séria, de tal forma, que nem os meus colegas se conseguiram rir. No meio de todo aquele aparato, entre pensar se tinha partido o maxilar ou torcido o joelho, a única a rir, era mesmo eu. Não sei se pelo ridículo de quem tropeça em si mesma, se pela alegria com que ia caminhando para o meu gabinete, e que se mostrou ser tão efémera. O mais certo, era estar a rir por tudo isto e para disfarçar o embaraço da situação.

Ao fim de algum tempo (um bom tempo!!), e depois de ter percebido que tinha sobrevivido, com únicas mazelas, um olho potencialmente negro e um joelho inchado, regressei simplesmente ao trabalho. O que mais se pode fazer com os obstáculos que se nos colocam? Sobreviver e seguir em frente. Se me perguntarem pelo inchaço da cara, digo que é de nascença e evito falar mais sobre o assunto!