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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A casa dos budas ditosos
Como já estão a adivinhar, não consegui ler nenhum dos livros que me tinha proposto ler até ao final do ano passado! Contudo, não tendo deixado de ler, acabei por ir substituindo os livros que inicialmente tinha escolhido por outros que foram surgindo de uma ou outra maneira.
A Casa dos Budas Ditosos foi a minha última leitura e a primeira recomendação deste ano. Apesar de já ter sido lançado à bastante tempo, só fiquei a conhecer este título depois de me ter sido oferecido no Natal por uma boa amiga. Andando eu semi curiosa acerca das 50 Sombras de Grey, a minha boa amiga achou que eu devia ler primeiro este livrinho, antes desse mais recente. E possivelmente tinha razão! Se me apetecer ler as Sombras depois faço a apreciação comparativa.
A Casa dos Budas Ditosos foi escrito para a colecção Plenos Pecados com o objectivo de retratar a luxúria. O romance deixa-nos curiosos, em primeira instância, pelo título, e depois pelo facto de permanecer a dúvida sobre se o relato é real ou ficção. A personagem principal, seja ela real ou ficcionada, é uma baiana de 68 anos que nos conta as suas aventuras sexuais sempre de uma forma irónica e chocante, mas altamente provocadora e erótica, e com o objectivo, segundo ela, de "libertar" os seus leitores. Surpreendeu-me a forma crua de falar sobre o assunto e a ser um relato verídico, a abertura desta mulher num tempo e sociedade tão reprovadora e púdica.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Eu e o Marcelo Rebelo de Sousa, aquela pequena diferença
Há alguns anos atrás, penso que por volta de 2001 ou 2002, e aqui dêem-me um desconto pela falta de exactidão, mas já lá vão mais de 10 anos, o Público lançou uma colecção de livros. O primeiro livro da colecção, O Nome da Rosa de Umberto Eco, era gratuito. Como já tinha visto o filme vezes sem conta, resolvi adquirir o Público e com ele receber o livro de oferta.
Quando comecei a perceber que os livros que iam ser lançados eram daqueles clássicos que todos devíamos ler, pelo menos uma vez na vida, resolvi fazer a colecção. Salvo dois ou três livros que emprestei sem o v de volta, tenho a colecção completa e muito bonita na estante lá de casa. Gosto imenso das cores das capas e da forma como se conjugam na estante. A colecção tem um único senão. Por ter sido de baixo custo, tem uma impressão com fonte de letra muito pequena e pouco espaçada. Desta forma consegue-se reduzir bastante a quantidade de papel consumido em cada livro, o que olhando para o Doutor Jivago do Boris Pasternak, entre outros, se percebe perfeitamente. Ainda assim, e compreendendo os motivos da produção, os livros tornam-se menos fáceis e apelativos de ler.
Ao longo dos anos tenho lido alguns, mas dos trinta e um ainda faltam...bastantes. Entretanto, foram surgindo novos títulos e novos autores que tomaram precedência sobre estes clássicos. De qualquer forma, antes de regressar ao porto, passei pela estante e escolhi três que gostaria de ler até ao final do ano. Vou começar pela Costa dos Murmúrios da Lídia Jorge.
Ahhh... Eu e o Marcelo Rebelo de Sousa! Quando olhei para a colecção na estante, pensei que se fosse o Professor, já teria lido no mínimo dez vezes aquela colecção. Gostaria de ter aquela fome de livros e o conhecimento que advém de saciar essa fome. Mas enfim... batem as 12 badaladas e estou cheia de sono. Gosto de dormir pelo menos 7 horas para não parecer uma zombie no dia seguinte. Também gosto de ver uns filmes e umas séries e de sair com os amigos. Ah e gosto de escrever neste blog!
Ainda não consigo gerir tão bem o meu tempo que me permita ler tantos livros como o Professor. É só essa pequena diferença!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Estrela Polar
"O passado é um labirinto e estamos nele, um passado não tem cronologia senão para os outros, os que lhe são estranhos. Mas o nosso passado somos nós integrados nele ou ele em nós. Não há nele antes e depois, mas o mais perto e o mais longe. E o mais perto e o mais longe não se lê no calendário, mas dentro de nós."
Vergílio Ferreira, in 'Estrela Polar'
Demasiado deprimente para levar para a praia? Talvez, depende sempre do que precisamos. Leio Vergílio em qualquer dia do ano. Para mim, é um dos melhores escritores portugueses.
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