segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal (vindo da vila)



Por aqui o Natal ainda se sente assim, com um madeiro a arder, no restaurado adro da igreja. 
A tradição ainda é o que era?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Coffee & Cigarettes (Versão SS)

Para quem viu o "Coffee & Cigarettes" do Jim Jarmush, não é difícil compreender a minha relação com um e com outro.



Fui fumadora regular durante 8 anos, apesar de nunca ter tido pulmão para aguentar mais de um maço por dia. Sendo que este expoente, era sempre atingido em jantares bem regados e seguidos de uma noite de euforia.

Deixei de fumar em 2007 e nem me custou muito... Uma questão de economia, saúde, e inteligência. Convenhamos que a lei anti-tabaco, em muito ajudou! Não tenho paciência para ir para a rua ou estar num espaço confinado a fumar. Altera completamente a forma como me relaciono com o tabaco.
Nos tempos de ex-fumadora, que duraram quatro anos, o que mais sentia falta eram as conversas de café acompanhadas de um bom cigarro, tq Iggy Pop e Tom Waits. Sempre quis entrar nesse registo do cigarro social e, desde há dois anos que o faço. Fumo alguns cigarros em jantares, noites de folia ou quando a conversa a isso puxa.

Hoje, numa das minhas tentativas stressantes de efectuar as últimas compras de Natal, entrei no Maia Shopping e acabei por jantar por lá. Infelizmente, descobri que, bem situada na zona da restauração, há uma zona para fumadores. Nada que se pareça com um dos cubículos segregadores nos quais sou incapaz de entrar. Não fossem os extractores em cima e ninguém diria!
Acabei por comprar um Marlboro Gold, passo a publicidade, e fumar um cigarro com um café! Sozinha!

Conclusão: Estes locais deviam ser proibidos, de todo! E não estou contra os fumadores etc e tal. Muito pelo contrário, acho que flexibilidade, civismo e respeito por todas as partes são necessários, mas nos shoppings e afins, seria de evitar. Reservem espaços para fumadores em zonas de cafés, restaurantes, bares e discotecas.

SS agradece, e promete não voltar a cometer esta mesma palermice. A falta de ideias para comprar prendas importantes é que resultou nisto!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Quedas e tombos - Parte I

E começo por dizer que não aspirem a ler uma Parte II.



Ainda se lembram da última vez que sofreram / observaram uma queda aparatosa em público? Estão a ver a dor escondida pela vergonha? E as lágrimas dissimuladas pelo riso nervoso? Estou a dramatizar, mas a verdade é que não ando assim tão longe da verdade.

Hoje estatelei-me ao comprido no meu local de trabalho. Acreditem que foi uma queda séria, de tal forma, que nem os meus colegas se conseguiram rir. No meio de todo aquele aparato, entre pensar se tinha partido o maxilar ou torcido o joelho, a única a rir, era mesmo eu. Não sei se pelo ridículo de quem tropeça em si mesma, se pela alegria com que ia caminhando para o meu gabinete, e que se mostrou ser tão efémera. O mais certo, era estar a rir por tudo isto e para disfarçar o embaraço da situação.

Ao fim de algum tempo (um bom tempo!!), e depois de ter percebido que tinha sobrevivido, com únicas mazelas, um olho potencialmente negro e um joelho inchado, regressei simplesmente ao trabalho. O que mais se pode fazer com os obstáculos que se nos colocam? Sobreviver e seguir em frente. Se me perguntarem pelo inchaço da cara, digo que é de nascença e evito falar mais sobre o assunto!

The XX :: Singing Wham! Last Christmas #10



Declaro aberto o espírito oficial do Natal! E porque não há Natal sem o Last Christmas dos Wham! Desta feita, deixo-vos com esta cover dos The XX, que já dispensam quaisquer apresentações.

Feliz Natal para todos!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mentiras... Essa compulsão.

O Sr R era um sociopata da pior espécie. Deixemos até o "Sr" de lado, porque R não merece essa delicadeza. Era um verdadeiro mentiroso compulsivo, daqueles que só mostram o que são, à custa de grandes investidas do outro lado.
Diana, essa doce heroína citadina, conhecia-o desde sempre. Tinham feito o ensino básico juntos, tinham sido amigos. Na altura, R era apenas um puto desorientado e meio gordinho, mas os anos encarregaram-se de o tornar num homem alto, bonito e charmoso. Um verdadeiro chamariz, para um coração partido.
Quando se reencontraram, ao fim de todos aqueles anos, R tinha acabado de assumir o cargo de director comercial numa grande farmacêutica. Numa noite quente de outono levou-a a jantar num dos sítios mais in da cidade, o bastante para o clique acontecer. Aquela semana que teria certamente sido monótona e cinzenta, tornou-se numa verdadeira roda viva.
Por aqueles dias, o cérebro de Diana estava completamente entorpecido. Entre charros e riscos de neve, os dois viveram nos lençóis. Foderam até mais não e perderam necessárias horas de sono...
Teria sido bom terminar por aqui, sem necessidade de despedidas ou explicações, mas R tornou-se incapaz de viver sem fazer dramas. Prometeu-lhe o mundo! Em duas semanas de loucuras, prometeu-lhe uma vida para os dois, uma família... E depois foi embora. Sem nada lhe dizer, seguiu para Luanda a trabalho! Não falaram durante 1 mês.
Diana não engoliu aquela história, telefonou-lhe, e descarregou 30 dias de frustrações acumuladas via linha telefónica. R estupidificou-a, virou o bico ao prego. Acusou-a de o ter deixado, de não lhe atender o telefone, de o trair com outro. Argumentou como um bom comercial e mentiu até levar Diana ao limite. Desligaram o telefone e não mais se falaram ou encontraram.
Alguns anos depois, numa noite gélida de inverno, Diana resolvera sair com uma amiga. Enquanto percorriam uma rua escura para chegar ao novo bar de gins, um homem passou por elas. Raspou em Diana, mas ela não lhe conseguiu ver o rosto e o casaco que trazia deformava-lhe o corpo. Diana começava naquele momento a sentir os efeitos do charro que tinha fumado na rua minutos antes. Talvez por isso, com o olfacto mais apurado, lhe tivesse reconhecido o cheiro, mesmo depois de todos aqueles anos.
Não resistiu, tal como as crianças que tocam as campainhas e fogem, chamou-o:
- R!
Era realmente ele e voltou-se para trás ao reconhecer o seu nome, mas não disse nada.
- Desculpa!
Diana entrou no bar com a amiga e bebeu um Hendricks. Essa noite, ao chegar a casa, apenas adormeceu tranquilamente...

Seapony :: Prove to me #9


Hoje foi dia de Seapony fever... Esta banda de Seattle, volta em 2012 com um novo álbum. Falling revela novamente um registo claramente Indie/Dream Pop, e como o nome revela, é caso para fall in love.

Este Prove to me, é simples mas eficaz, feito daquela intimidade que apetece no Inverno, em casa, sozinha, no calor da lareira.