... E agora nem "um milagre de Fátima" nos salva! Já só lá vamos com...
Não gostaria de abrir uma rubrica para debater política, mas é impossível não manifestar um profundo descontentamento relativamente às novas medidas de austeridade com que este governo nos brinda numa sexta-feira à noite, e antes de um jogo da selecção!
Uma vez mais, vemo-nos todos, trabalhadores, prejudicados. O estado engorda mais um vencimento, a somar aos dois que já haviam sido retirados à função pública, e ainda se justifica com a redução da carga aplicada sobre as empresas. As medidas de austeridade continuam a incidir sobre os mesmos e não sobre quem detém riqueza, contribuindo para uma cada vez maior discrepância social.
Cada vez me parece mais longínqua a possibilidade de uma evolução na carreira. Resta-me continuar a procurar lá fora, aquilo que aqui não se vislumbra poder acontecer nos próximos anos. É verdade, há já algum tempo que tinha deixado de querer trabalhar neste país. Hoje só voltei a confirmar o que já sabia.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Fado, Futebol...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Erica Spring :: Debut EP #4
Hoje deixo-vos com esta descoberta. Não é demasiado recente, mas as férias desviaram-me do panorama musical! Hidden é do debut album de Erica Spring, membro de Au Revoir Simone, um grupo que amo de paixão. O EP é uma compilação irresistível de 5 faixas de pop electrónico.
Se já se apaixonaram por esta, podem ouvir as restantes faixas em http://soundcloud.com/cascine/sets/erika-spring-ep-1/.
O vídeo foi realizado por Celia Rowlson-Hall, e é uma rotina de dança "about a desire for fresh beginnings". Não podia ser mais perfeito!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Há uma linha que separa...
... as pessoas com sentido cívico e espírito de ajuda, das que sofrem de um medo tremendo que as impede de prestar auxílio aos outros, sendo desprovidas de qualquer noção do significado de solidariedade. Ou possivelmente, são apenas negligentes!
(Desculpem o cliché, mas andava com vontade de avançar com este título, mesmo sendo uma referência a uma marca / serviço sobre o qual não tenho coisas muito bonitas a dizer. É grave quando pensamos em como a publicidade e o marketing nos manipulam desta forma, mas isso já dava outro tema!)
Avançando com a ideia inicial, aquilo que quero dizer é que tenho cada vez mais, a triste mas nítida sensação, que a maioria das pessoas vive alheada do resto do mundo, mesmo quando o mundo vive na porta ao lado. Estou a falar, particularmente, dos nossos vizinhos. Aquelas pessoas a quem se bate à porta para pedir azeite ou sal porque houve uma falta, ou a quem se dá uma boleia porque o carro ficou na oficina. Seria de esperar que entre estes conhecidos, reinasse um espírito de entreajuda e solidariedade. Mas as situações concretas com que me tenho deparado, todas desde que vivo na zona do grande Porto, mostram que "os vizinhos" parecem querer viver numa redoma, onde incluem família, amigos e "interesses", essenciais porque não conseguem viver sozinhos. Contudo, não se deixam penetrar pelas vidas dos que apenas conhecem e vivem mesmo ali.
Concerteza que nos dias que correm, e sobretudo nos grandes meios, devemos gerir cada caso com a devida parcimónia. Mas não me parece humano caminhar no sentido de refrear o ímpeto de ajudar alguém que conhecemos e nos está a pedir auxílio, apenas porque é mais cómodo e seguro regressar ao sofá para ver TV, ou ouvir o excelente programa que está a passar na rádio.
Poderá parecer ridículo, a esta altura do campeonato, ver-me tão espantada com actos desta natureza. Mas é só porque, ainda assim, e todos os dias, continuo a remar contra esta maré, continuo a querer ser prestável e ajudar quando vejo que há necessidade disso. Continuo a não fechar a porta da minha casa e a não fechar a minha alma. Acredito que assim, entrará mais bem do que mal pela porta da minha casa.
No meu tapete da entrada está escrito wellcome home.
(Desculpem o cliché, mas andava com vontade de avançar com este título, mesmo sendo uma referência a uma marca / serviço sobre o qual não tenho coisas muito bonitas a dizer. É grave quando pensamos em como a publicidade e o marketing nos manipulam desta forma, mas isso já dava outro tema!)
Avançando com a ideia inicial, aquilo que quero dizer é que tenho cada vez mais, a triste mas nítida sensação, que a maioria das pessoas vive alheada do resto do mundo, mesmo quando o mundo vive na porta ao lado. Estou a falar, particularmente, dos nossos vizinhos. Aquelas pessoas a quem se bate à porta para pedir azeite ou sal porque houve uma falta, ou a quem se dá uma boleia porque o carro ficou na oficina. Seria de esperar que entre estes conhecidos, reinasse um espírito de entreajuda e solidariedade. Mas as situações concretas com que me tenho deparado, todas desde que vivo na zona do grande Porto, mostram que "os vizinhos" parecem querer viver numa redoma, onde incluem família, amigos e "interesses", essenciais porque não conseguem viver sozinhos. Contudo, não se deixam penetrar pelas vidas dos que apenas conhecem e vivem mesmo ali.
Concerteza que nos dias que correm, e sobretudo nos grandes meios, devemos gerir cada caso com a devida parcimónia. Mas não me parece humano caminhar no sentido de refrear o ímpeto de ajudar alguém que conhecemos e nos está a pedir auxílio, apenas porque é mais cómodo e seguro regressar ao sofá para ver TV, ou ouvir o excelente programa que está a passar na rádio.
Poderá parecer ridículo, a esta altura do campeonato, ver-me tão espantada com actos desta natureza. Mas é só porque, ainda assim, e todos os dias, continuo a remar contra esta maré, continuo a querer ser prestável e ajudar quando vejo que há necessidade disso. Continuo a não fechar a porta da minha casa e a não fechar a minha alma. Acredito que assim, entrará mais bem do que mal pela porta da minha casa.
No meu tapete da entrada está escrito wellcome home.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Cat Power :: Ruin #3
Depois de alguns anos sem lhe ouvirmos a voz, aqui fica um excelente tema da linda Charlyn Marie Marshall a.k.a. Cat Power.
domingo, 19 de agosto de 2012
Snoopy, o cão dos meus vizinhos
Snoopy é um nome que sempre me trouxe boas recordações. E este, até podia ser um post sobre um cão com feitio e pêlo na venta, mas silencioso. Infelizmente, escrevo sobre um animal que me atormenta o sossego, que me deixa a babar de raiva e a deitar fumo pelos ouvidos cada vez que entro ou saio de casa, porque ladrar é o que melhor sabe fazer.
Há cerca de um ano, os meus vizinhos, com os quais até simpatizo, tiveram a brilhante ideia de arranjar um animal de estimação, o Snoopy. Esqueceram-se foi de o educar como convém. Estão a ver alguma semelhança entre eles e o Charlie Brown? E este é um animal francamente nervoso. Sempre que me sente entrar em casa, au au, se uma porta bate, au au, se saio de casa, au au outra vez. Por vezes parece que adivinha a minha rotina melhor que eu mesma. Este cão não dorme, até de madrugada ladra!
Não é que me importe que os meus vizinhos conheçam a minha rotina de entradas e saídas de casa, nada disso! Mas já começa a ser demais conhecerem também os meus hábitos de higiene, entre outros. É que agora até quando vou à casa de banho ouço o cão a ladrar.
Nunca me imaginei a escrever sobre um cão com stress, até porque pouco tenho a dizer sobre o assunto. Já sobre os donos e o facto de pouco ou nada fazerem para calar o animal... Isso originaria todo um outro post, todo um outro universo de factos e racionalização da relação entre vizinhos. Fica para um dia de menores níveis de stress aqui em casa e sem o Snoopy a ladrar no apartamento ao lado!
sábado, 18 de agosto de 2012
This place #2 (É Prá Poncha)
É Prá Poncha
Rua da Galeria de Paris, 99, Porto
Seg-Sáb 17h00 / 04h00
Consumo mínimo: NA
Consumo mínimo: NA
É certo e sabido que as minhas incursões pela noite do Porto têm sido menos que as desejadas. Contudo, regressei de férias, é Agosto, a noite estava quente e não resisti ao convite para uma poncha comment il faut.
É Prá Poncha é mais um dos novos bares na movimentada Rua das Galerias de Paris. É um espaço que se desenvolve em comprimento e é delineado por finas estruturas onduladas no tecto. A caverna ganha vida devido ao sistema de iluminação que abrange um vasto leque de cores, e pelo movimento gerado no corredor que dá acesso à cabine do DJ. Um senão, devo dizer que demorei mais tempo que o desejável para identificar o acesso ao WC. Símbolos minimalistas e uma porta de correr que se confunde com a parede, são aspectos subtis que tornam o espaço mais bonito, mas muito pouco funcional também. Outro senão, este mais subjectivo, tenho a dizer que esta noite o DJ ficou a dever qualquer coisa à inspiração. Desde hits dos anos 80, à dita brasileirada, espanholada e outros sons que me atormentam ainda mais, revelou não ter estética ou coerência musical, mas estou disposta a passar por lá mais uma ou outra vez só para confirmar, ou não, as minhas suspeitas.
Já da poncha, o real motivo que me levou lá (entre outros!), só posso dizer que estava excelente. Provei a de maracujá e vi-me obrigada a repetir a dose. Por 3,50 euros bebe-se um elixir extremamente bem preparado com sumo de maracujá, aguardente de cana, mel e fruta natural macerada na hora. Com as ponchas vieram ainda amendoins e tremoços com um tempero dito madeirense e do qual não consegui descortinar todos os ingredientes. Ficou a vontade de regressar para provar as restantes bebidas com sabor a Madeira.
This Place ***
(Poncha *****)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
dEUS :: Nothing really ends #2
Hoje sinto-me assim... Perdida nesta cidade e a pensar o que poderíamos ter sido!
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