quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Erica Spring :: Debut EP #4



Hoje deixo-vos com esta descoberta. Não é demasiado recente, mas as férias desviaram-me do panorama musical! Hidden é do debut album de Erica Spring, membro de Au Revoir Simone, um grupo que amo de paixão. O EP é uma compilação irresistível de 5 faixas de pop electrónico.
Se já se apaixonaram por esta, podem ouvir as restantes faixas em http://soundcloud.com/cascine/sets/erika-spring-ep-1/.

O vídeo foi realizado por Celia Rowlson-Hall, e é uma rotina de dança "about a desire for fresh beginnings". Não podia ser mais perfeito!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Há uma linha que separa...

... as pessoas com sentido cívico e espírito de ajuda, das que sofrem de um medo tremendo que as impede de prestar auxílio aos outros, sendo desprovidas de qualquer noção do significado de solidariedade. Ou possivelmente, são apenas negligentes!

 
(Desculpem o cliché, mas andava com vontade de avançar com este título, mesmo sendo uma referência a uma marca / serviço sobre o qual não tenho coisas muito bonitas a dizer. É grave quando pensamos em como a publicidade e o marketing nos manipulam desta forma, mas isso já dava outro tema!)

Avançando com a ideia inicial, aquilo que quero dizer é que tenho cada vez mais, a triste mas nítida sensação, que a maioria das pessoas vive alheada do resto do mundo, mesmo quando o mundo vive na porta ao lado. Estou a falar, particularmente, dos nossos vizinhos. Aquelas pessoas a quem se bate à porta para pedir azeite ou sal porque houve uma falta, ou a quem se dá uma boleia porque o carro ficou na oficina. Seria de esperar que entre estes conhecidos, reinasse um espírito de entreajuda e solidariedade. Mas as situações concretas com que me tenho deparado, todas desde que vivo na zona do grande Porto, mostram que "os vizinhos" parecem querer viver numa redoma, onde incluem família, amigos e "interesses", essenciais porque não conseguem viver sozinhos. Contudo, não se deixam penetrar pelas vidas dos que apenas conhecem e vivem mesmo ali.

Concerteza que nos dias que correm, e sobretudo nos grandes meios, devemos gerir cada caso com a devida parcimónia. Mas não me parece humano caminhar no sentido de refrear o ímpeto de ajudar alguém que conhecemos e nos está a pedir auxílio, apenas porque é mais cómodo e seguro regressar ao sofá para ver TV, ou ouvir o excelente programa que está a passar na rádio.

Poderá parecer ridículo, a esta altura do campeonato, ver-me tão espantada com actos desta natureza. Mas é só porque, ainda assim, e todos os dias, continuo a remar contra esta maré, continuo a querer ser prestável e ajudar quando vejo que há necessidade disso. Continuo a não fechar a porta da minha casa e a não fechar a minha alma. Acredito que assim, entrará mais bem do que mal pela porta da minha casa.
No meu tapete da entrada está escrito wellcome home.



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cat Power :: Ruin #3

Depois de alguns anos sem lhe ouvirmos a voz, aqui fica um excelente tema da linda Charlyn Marie Marshall a.k.a. Cat Power.



domingo, 19 de agosto de 2012

Snoopy, o cão dos meus vizinhos


Snoopy é um nome que sempre me trouxe boas recordações. E este, até podia ser um post sobre um cão com feitio e pêlo na venta, mas silencioso. Infelizmente, escrevo sobre um animal que me atormenta o sossego, que me deixa a babar de raiva e a deitar fumo pelos ouvidos cada vez que entro ou saio de casa, porque ladrar é o que melhor sabe fazer.

Há cerca de um ano, os meus vizinhos, com os quais até simpatizo, tiveram a brilhante ideia de arranjar um animal de estimação, o Snoopy. Esqueceram-se foi de o educar como convém. Estão a ver alguma semelhança entre eles e o Charlie Brown? E este é um animal francamente nervoso. Sempre que me sente entrar em casa, au au, se uma porta bate, au au, se saio de casa, au au outra vez. Por vezes parece que adivinha a minha rotina melhor que eu mesma. Este cão não dorme, até de madrugada ladra!

Não é que me importe que os meus vizinhos conheçam a minha rotina de entradas e saídas de casa, nada disso! Mas já começa a ser demais conhecerem também os meus hábitos de higiene, entre outros. É que agora até quando vou à casa de banho ouço o cão a ladrar.

Nunca me imaginei a escrever sobre um cão com stress, até porque pouco tenho a dizer sobre o assunto. Já sobre os donos e o facto de pouco ou nada fazerem para calar o animal... Isso originaria todo um outro post, todo um outro universo de factos e racionalização da relação entre vizinhos. Fica para um dia de menores níveis de stress aqui em casa e sem o Snoopy a ladrar no apartamento ao lado!

sábado, 18 de agosto de 2012

This place #2 (É Prá Poncha)

É Prá Poncha
Rua da Galeria de Paris, 99, Porto
Seg-Sáb 17h00 / 04h00
Consumo mínimo: NA

É certo e sabido que as minhas incursões pela noite do Porto têm sido menos que as desejadas. Contudo, regressei de férias, é Agosto, a noite estava quente e não resisti ao convite para uma poncha comment il faut.

É Prá Poncha é mais um dos novos bares na movimentada Rua das Galerias de Paris. É um espaço que se desenvolve em comprimento e é delineado por finas estruturas onduladas no tecto. A caverna ganha vida devido ao sistema de iluminação que abrange um vasto leque de cores, e pelo movimento gerado no corredor que dá acesso à cabine do DJ. Um senão, devo dizer que demorei mais tempo que o desejável para identificar o acesso ao WC. Símbolos minimalistas e uma porta de correr que se confunde com a parede, são aspectos subtis que tornam o espaço mais bonito, mas muito pouco funcional também. Outro senão, este mais subjectivo, tenho a dizer que esta noite o DJ ficou a dever qualquer coisa à inspiração. Desde hits dos anos 80, à dita brasileirada, espanholada e outros sons que me atormentam ainda mais, revelou não ter estética ou coerência musical, mas estou disposta a passar por lá mais uma ou outra vez só para confirmar, ou não, as minhas suspeitas.

Já da poncha, o real motivo que me levou lá (entre outros!), só posso dizer que estava excelente. Provei a de maracujá e vi-me obrigada a repetir a dose. Por 3,50 euros bebe-se um elixir extremamente bem preparado com sumo de maracujá, aguardente de cana, mel e fruta natural macerada na hora. Com as ponchas vieram ainda amendoins e tremoços com um tempero dito madeirense e do qual não consegui descortinar todos os ingredientes. Ficou a vontade de regressar para provar as restantes bebidas com sabor a Madeira.

This Place ***
(Poncha *****)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

dEUS :: Nothing really ends #2


Hoje sinto-me assim... Perdida nesta cidade e a pensar o que poderíamos ter sido!


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que não fazer num feriado de Agosto

Passou-se ontem, mas partilho convosco hoje. E assim ficam gravados neste blog, sábios conselhos que, pelo menos a mim, me ficam como lição.

O que não fazer num feriado de Agosto:

1) Passear nas praias de Leça da Palmeira quando o sol espreita. Inadvertidamente, e porque no dia anterior tinha estado a chover e nesse dia de manhã até estava fresco, achei que a praia não estaria apinhada de pessoas. Mentira, engano, embuste. A praia estava cheia de gente e não havia um buraquinho para estacionar, mas como encasquetei que ia tomar café a ver o mar, lá dei mais duas ou três voltas ao quarteirão, mandei umas buzinadelas, e encontrei um lugar. Parei no Fuzelhas como é habitual, e aí começou a 2ª luta da tarde - encontrar um lugar para me sentar. Farta de ver gente uma em cima da outra e tendo dadas como goradas as minhas hipóteses de ficar por ali toda a tarde a ler em sossego, acabei por beber o meu café ao balcão. O café estava queimado e a tão desejada vista para o mar transformou-se numa sessão de cinema erótico com um casal de namorados a beijar-se como se não houvesse amanhã.

2) Ir ao IKEA. Saturada do mar e da praia e da enchente de pessoas que se passeavam felizmente com os seus cãezinhos e afins, resolvi ir ao IKEA de Matosinhos. Já tinha espreitado o novo catálogo e queria ver algumas das peças ao vivo. Que rica ideia! Pior a emenda que o soneto. Estão a ver o dia da família em Serralves? Aquilo foi sobejamente pior. Pronto, pronto, já sei que o Ikea por si só representa o conceito de família, e tal, por aí adiante. Mas neste feriado de Agosto, o Ikea teve a particularidade de receber inúmeras famílias francesas emigrantes e não emigrantes a juntar aos portugueses. Eram magotes de pessoas a passear os corredores por onde se ouvia algo do género Louis tu vas tomber, ah seu grande ... O resto da história vocês já sabem! Que pesadelo. Atalhei caminho por onde pude, não vi rigorosamente nada e pus-me a mexer dali o mais depressa possível. Merci e até à próxima, num dia que não seja um feriado de Agosto.

3) Fazer compras no Jumbo. Normalmente não faço compras no Jumbo, mas presumo que qualquer hipermercado naquele dia estivesse com uma lotação semelhante. Imbuída do espírito do amor e porque tenho ouvido dizer pela blogosfera, que o amor pode estar na esquina de um qualquer corredor de hipermercado, resolvi correr todos os corredores bem corridos. Amor nem vê-lo, e o cesto de compras aumentou muito mais que o previsto. É o que dá fazer compras sem a lista. No fim ainda fui parar a uma daquelas caixas onde somos nós que colocamos os produtos no saco e com um sistema único de pagamento final comum a duas filas. Um verdadeiro filme de terror. Lá teve que vir a senhora do Jumbo ajudar-me com as compras e com o pagamento.

Um programa a não repetir.
Com estas dicas vos deixo. Espero que sejam úteis!