sábado, 18 de agosto de 2012

This place #2 (É Prá Poncha)

É Prá Poncha
Rua da Galeria de Paris, 99, Porto
Seg-Sáb 17h00 / 04h00
Consumo mínimo: NA

É certo e sabido que as minhas incursões pela noite do Porto têm sido menos que as desejadas. Contudo, regressei de férias, é Agosto, a noite estava quente e não resisti ao convite para uma poncha comment il faut.

É Prá Poncha é mais um dos novos bares na movimentada Rua das Galerias de Paris. É um espaço que se desenvolve em comprimento e é delineado por finas estruturas onduladas no tecto. A caverna ganha vida devido ao sistema de iluminação que abrange um vasto leque de cores, e pelo movimento gerado no corredor que dá acesso à cabine do DJ. Um senão, devo dizer que demorei mais tempo que o desejável para identificar o acesso ao WC. Símbolos minimalistas e uma porta de correr que se confunde com a parede, são aspectos subtis que tornam o espaço mais bonito, mas muito pouco funcional também. Outro senão, este mais subjectivo, tenho a dizer que esta noite o DJ ficou a dever qualquer coisa à inspiração. Desde hits dos anos 80, à dita brasileirada, espanholada e outros sons que me atormentam ainda mais, revelou não ter estética ou coerência musical, mas estou disposta a passar por lá mais uma ou outra vez só para confirmar, ou não, as minhas suspeitas.

Já da poncha, o real motivo que me levou lá (entre outros!), só posso dizer que estava excelente. Provei a de maracujá e vi-me obrigada a repetir a dose. Por 3,50 euros bebe-se um elixir extremamente bem preparado com sumo de maracujá, aguardente de cana, mel e fruta natural macerada na hora. Com as ponchas vieram ainda amendoins e tremoços com um tempero dito madeirense e do qual não consegui descortinar todos os ingredientes. Ficou a vontade de regressar para provar as restantes bebidas com sabor a Madeira.

This Place ***
(Poncha *****)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

dEUS :: Nothing really ends #2


Hoje sinto-me assim... Perdida nesta cidade e a pensar o que poderíamos ter sido!


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que não fazer num feriado de Agosto

Passou-se ontem, mas partilho convosco hoje. E assim ficam gravados neste blog, sábios conselhos que, pelo menos a mim, me ficam como lição.

O que não fazer num feriado de Agosto:

1) Passear nas praias de Leça da Palmeira quando o sol espreita. Inadvertidamente, e porque no dia anterior tinha estado a chover e nesse dia de manhã até estava fresco, achei que a praia não estaria apinhada de pessoas. Mentira, engano, embuste. A praia estava cheia de gente e não havia um buraquinho para estacionar, mas como encasquetei que ia tomar café a ver o mar, lá dei mais duas ou três voltas ao quarteirão, mandei umas buzinadelas, e encontrei um lugar. Parei no Fuzelhas como é habitual, e aí começou a 2ª luta da tarde - encontrar um lugar para me sentar. Farta de ver gente uma em cima da outra e tendo dadas como goradas as minhas hipóteses de ficar por ali toda a tarde a ler em sossego, acabei por beber o meu café ao balcão. O café estava queimado e a tão desejada vista para o mar transformou-se numa sessão de cinema erótico com um casal de namorados a beijar-se como se não houvesse amanhã.

2) Ir ao IKEA. Saturada do mar e da praia e da enchente de pessoas que se passeavam felizmente com os seus cãezinhos e afins, resolvi ir ao IKEA de Matosinhos. Já tinha espreitado o novo catálogo e queria ver algumas das peças ao vivo. Que rica ideia! Pior a emenda que o soneto. Estão a ver o dia da família em Serralves? Aquilo foi sobejamente pior. Pronto, pronto, já sei que o Ikea por si só representa o conceito de família, e tal, por aí adiante. Mas neste feriado de Agosto, o Ikea teve a particularidade de receber inúmeras famílias francesas emigrantes e não emigrantes a juntar aos portugueses. Eram magotes de pessoas a passear os corredores por onde se ouvia algo do género Louis tu vas tomber, ah seu grande ... O resto da história vocês já sabem! Que pesadelo. Atalhei caminho por onde pude, não vi rigorosamente nada e pus-me a mexer dali o mais depressa possível. Merci e até à próxima, num dia que não seja um feriado de Agosto.

3) Fazer compras no Jumbo. Normalmente não faço compras no Jumbo, mas presumo que qualquer hipermercado naquele dia estivesse com uma lotação semelhante. Imbuída do espírito do amor e porque tenho ouvido dizer pela blogosfera, que o amor pode estar na esquina de um qualquer corredor de hipermercado, resolvi correr todos os corredores bem corridos. Amor nem vê-lo, e o cesto de compras aumentou muito mais que o previsto. É o que dá fazer compras sem a lista. No fim ainda fui parar a uma daquelas caixas onde somos nós que colocamos os produtos no saco e com um sistema único de pagamento final comum a duas filas. Um verdadeiro filme de terror. Lá teve que vir a senhora do Jumbo ajudar-me com as compras e com o pagamento.

Um programa a não repetir.
Com estas dicas vos deixo. Espero que sejam úteis!


The XX :: Angels #1


Para começar resolvi deixar-vos com esta dos The XX. Adorei vê-los no Optimus Primavera Sound e ultimamente estão sempre a tocar no meu PC.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Eu e o Marcelo Rebelo de Sousa, aquela pequena diferença


Há alguns anos atrás, penso que por volta de 2001 ou 2002, e aqui dêem-me um desconto pela falta de exactidão, mas já lá vão mais de 10 anos, o Público lançou uma colecção de livros. O primeiro livro da colecção, O Nome da Rosa de Umberto Eco, era gratuito. Como já tinha visto o filme vezes sem conta, resolvi adquirir o Público e com ele receber o livro de oferta.

Quando comecei a perceber que os livros que iam ser lançados eram daqueles clássicos que todos devíamos ler, pelo menos uma vez na vida, resolvi fazer a colecção. Salvo dois ou três livros que emprestei sem o v de volta, tenho a colecção completa e muito bonita na estante lá de casa. Gosto imenso das cores das capas e da forma como se conjugam na estante. A colecção tem um único senão. Por ter sido de baixo custo, tem uma impressão com fonte de letra muito pequena e pouco espaçada. Desta forma consegue-se reduzir bastante a quantidade de papel consumido em cada livro, o que olhando para o Doutor Jivago do Boris Pasternak, entre outros, se percebe perfeitamente. Ainda assim, e compreendendo os motivos da produção, os livros tornam-se menos fáceis e apelativos de ler.

Ao longo dos anos tenho lido alguns, mas dos trinta e um ainda faltam...bastantes. Entretanto, foram surgindo novos títulos e novos autores que tomaram precedência sobre estes clássicos. De qualquer forma, antes de regressar ao porto, passei pela estante e escolhi três que gostaria de ler até ao final do ano. Vou começar pela Costa dos Murmúrios da Lídia Jorge.

Ahhh... Eu e o Marcelo Rebelo de Sousa! Quando olhei para a colecção na estante, pensei que se fosse o Professor, já teria lido no mínimo dez vezes aquela colecção. Gostaria de ter aquela fome de livros e o conhecimento que advém de saciar essa fome. Mas enfim... batem as 12 badaladas e estou cheia de sono. Gosto de dormir pelo menos 7 horas para não parecer uma zombie no dia seguinte. Também gosto de ver uns filmes e umas séries e de sair com os amigos. Ah e gosto de escrever neste blog!

Ainda não consigo gerir tão bem o meu tempo que me permita ler tantos livros como o Professor. É só essa pequena diferença!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fashion #5

Não podia passar sem vos mostrar este look. Adoro ir buscar coisas ao armário, sobretudo ao armário da minha mãe. A saia foi usada por ela, ainda antes de 1980, num casamento de um casal amigo. É simplesmente linda!



Top preto com tachas Mango
Cinto em pele Zara
Saia Vintage
Calçado Cubanas 2011

sábado, 11 de agosto de 2012

Françoise Hardy & Moonrise Kingdom SIS#2


Um dia gostaria de viver ali, em Moonrise Kingdom, um local sonhado e concretizado à luz de um sentimento puro e inocente como só sabe ser o primeiro amor. Este é um filme não só sobre o amor e a perda da inocência, mas também sobre a amizade e a coragem.

Um filme altamente estilizado, com cores fortes e em tom amarelado a lembrar o instagram, bem ao estilo do Wes Anderson. As personagens remetem-nos para um mundo onírico e permitem-nos alhear do mundo real lá fora. Sem dúvida, para ver até ao fim, e deliciar-se com os créditos finais e banda sonora.

Na cena em que passa o tema da Françoise Hardy, podemos ver uma clara transformação nos dois protagonistas, é a descoberta da sexualidade e a ruptura com a infância. É um dos momentos mais bonitos e profundos do filme. E o tema que o acompanha não poderia ter sido melhor escolhido; o chick pop francês cai aqui como uma luva. De resto, toda a banda sonora do filme, do clássico à ópera e até mesmo ao country fluem e acompanham bem todo o filme.